O que podem fazer os pais? |


O que podem fazer os pais: comunicar com os filhos

O seu filho consome drogas? Sabe como detectar o uso de drogas? Ainda que verdadeiramente complicado, apresentamos de seguida alguns dos possíveis sintomas que, todavia não são 100% indicativos de que um filho ou familiar consuma drogas.

Muitos deste sintomas estão relacionados com a infância e adolescência, de onde se sugere uma cautela em lidar com este tipo de conflitos, e um alerta aos sintomas, sinais importantes que podem indicar-nos jovens  a potencialidade que têm para o consumo de drogas, nomeadamente:


Afasta-se da família e de antigos amigos; não leva a casa novos amigos; adopta novas maneiras de falar e comportar-se, assim como expressões do novo grupo, muda o seu estilo e forma de vestir, usar tatuagens, sangramento nasal frequente, descuida o aspecto pessoal, está pálido, cabelo descuidado, emagrecimento inexplicável, aparecimento de manchas de sangue na roupa, hematomas ou sinais de punção nos braços e pernas, encontrar seringas ou outros utensílios para administração de drogas, mudar horários de dormir, mudanças de carácter; irritável, agressivo, afastado, silencioso, etc. baixa de rendimento escolar: más notas, não assite regularmente às aulas, problemas de comportamento, etc.

Perde interesse em actividades que gostava: desporto, artes, reuniões familiares, torna-se mentiroso, dorme demasiado ou quase nuca dorme, mudanças extremas nos hábitos alimentares.

Tem necessidade crescente de dinheiro, faltam objectos de valor em casa, desaparece dinheiro, licores ou psicofármacos, conversas telefónicas com estranhos, encontros com desconhecidos.

Alterações bruscas na atitude face à normalidade e autoridade, isolamento de actividades familiares, excesso de desculpas, procedimentos misteriosos, passa demasiado do tempo fechado no quarto de banho ou quarto, agressão física e verbal sem razão aparente, mentir e culpar os outros por acções irresponsáveis, partilhar pouco problemas pessoais.

Ainda é normal constatar que os pais nem sequer coloquem a hipótese de os seus filhos consumirem drogas, não chegando a perguntar-lhes se o fazem e o porquê de o fazerem. Quer por falta de informação, pelos mitos associados e má publicidade, quer por não se encontrarem preparados para enfrentar o problema, o certo é que não há nada mais saudável como medida de prevenção como um  diálogo familiar sensato, franco e objectivo acerca das drogas, evitando-se desta forma preocupações, mal-entendidos e sofrimento desnecessários.


Em suma, as atitudes que os pais devem ter relativamente ao consumo de drogas:

  • Enfrentar o problema e nunca negá-lo;
  • Manter a calma, evitar agredir, culpabilizar ou sobreproteger a quem tem o problema de álcool ou outras drogas;
  • Não agredir o filho verbal ou fisicamente;
  • Consultar as autoridades escolares caso o jovem ainda esteja em idade escolar;
  • Controlar os sentimentos de cólera, ressentimento e culpabilidade;
  • Procurar a oportunidade para dialogar franca e abertamente com o seu filho sobre os porquês e como chegou à toxicodependência;
  • Fazer-lhe ver o seu desejo de ajudá-lo a sair do problema é de ambas as partes;
  • Estar preparado para qualquer resposta que o seu filho lhe dê sem violência;
  • Procurar conselhos e ajuda de profissionais especializados no tratamento de toxicodependência e com pais de famílias com problemas idênticos;
  • O toxicodependente precisa, para além do tratamento médico e psicológico, do apoio e carinho da família e dos verdadeiros amigos.


Pais têm muitas oportunidades para preparar os jovens contra o uso e abuso de drogas. Uma família unida que dá atenção aos seus filhos pode estar a fazer frente contra as drogas. Os jovens que crescem com amor e segurança, têm liberdade de expressão, de desenvolvimento de capacidades e se sentem compreendidos provavelmente nunca farão uso de drogas. A educação dos jovens é um desafio difícil, há que trabalhar os delicados equilíbrios de liberdade e controlo, o aspecto e as normas, há que por limites mas com amor. Desde que nasce, o ser humano começa a aprender e a maior parte da aprendizagem é realizada graças à capacidade de imitação.


Neste sentido, recomendamos ao Pai e ou Mãe da família o seguinte:

  • Respeite os seus filhos e considere-os como pessoas importantes;
  • Estabeleça uma boa comunicação no seio familiar;
  • Dedique-lhes mais tempo para conversar, partilhar refeições, fazer trabalhos de casa, falar com amigos;
  • Transmita, expresse, infunda amor, segurança e apoio incondicional aos seus filhos;
  • Partilhe com eles os seus tempos livres: desporto, cinema e as actividades que mais apreciem;
  • Procure estabilidade com o seu companheiro. As discussões naturais entre o casal devem ser realizadas em privado, ou na melhor das hipóteses evitá-las, de forma a não causar-lhes ansiedade;
  • Ensine-lhes a exprimir-se com segurança, sinceridade e alegria. Os jovens que recebem expressões de afecto são mais comunicativos e seguros;
  • Seja um amigo, companheiro do seu filho, demonstrando-lhe confiança, para poder ouvir as suas confidências. Compreendê-los e orientá-los, doseando a autoridade;
  • Esteja presente quando os seus filhos necessitem;
  • Dedique mais tempo a conhecê-los e entendê-los:
  • Oriente-os e apoie-os para que aprendam a aceitar as suas responsabilidades;
  • Estabeleça regras de disciplina em casa e vele pelo seu cumprimento;
  • Evite maus exemplos;
  • Escute-os, preste-lhes atenção. Mostre interesse pelas suas ideias, inquietudes e preocupações;
  • Brinde-os com a possibilidade de se explicarem;
  • Critique-os de forma construtiva sem ridicularizá-los, desqualificá-los ou compará-los a outros;
  • Valorize-os, reconhecendo o que fazem e quem são;
  • Diga-lhes abertamente o que gosta neles, enfatizando o positivo e o negativo;
  • Faça-lhes sentir que são valiosos e importantes;
  • Estimule os seus filhos para que se desenvolvam como pessoas;
  • Respeite-os, tenha em conta as opiniões e gostos.
  • Guarde os seus segredos;
  • Dê-lhes responsabilidades de acordo com as suas idades;
  • Seja consistente com as normas e limites que impõe.

Dra.ª Teresa Henriques

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